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Prefeitura de Rio Grande/RS dá exemplo! Assina convênio/Furg Projeto sustentável das Pescarias.


Nesta semana o prefeito da Cidade de Rio Grande, Fábio Branco, deu o exemplo para cidades que têm em seu escopo social a pesca!


O munícipio tomou para si a responsabilidade de gerar dados e assinou um convênio com a Universidade Federal do Rio Grande (FURG), para a realização do projeto “Desenvolvimento Sustentável das Pescarias Costeiras e Fortalecimento da Cadeia Produtiva da Pesca em Rio Grande”.


Falo em exemplo, pois aqui, no Estado de Santa Catarina, sempre cobramos e deixamos a cargo das entidades representativas do setor a responsabilidade de gerar dados, como se as prefeituras e governo estadual, nada tivessem com o assunto pesca.


No Estado temos uma Universidade Federal UFSC e uma Universidade Estadual UDESC, que não são procuradas por nossos prefeitos, vereadores e por consequência, por nossos deputados estaduais, para gerarem dados e criarem projetos contundentes com relação a um setor que só é lembrado em época de campanha política.


Festas, homenagens, dia do pescador, caminhão do peixe, livros de receitas, claro, são bem vindos! Mas a coisa é bem mais séria do que isso.


O projeto capitaneado pela cidade de Rio Grande, visa contribuir para o fortalecimento da cadeia produtiva da pesca, através de ações de fortalecimento estratégico, institucional e operacional.

O investimento total do projeto é de R$ 807 mil e o período de execução é de dois anos.


A execução destes projetos de pesquisas, com a parceria efetiva, protagonismo e aporte financeiro dos municípios, os deixam mais robustos e politicamente mais fortes nas esferas onde estes devem circular para ganhar apoio político.

São projetos como este, que geram subsídios para portarias como a 445 e a Lei nº 15.223 que proíbe a pesca de arrasto nas 12 milhas do RS.


Inúmeros municípios como Itajaí, têm em sua administração diretorias executivas de pesca, e na esfera estadual temos a Comissão de Pesca e Aquicultura da Alesc, todos com um humilde protagonismo, diante das grandes demandas do setor.


Devemos fazer o mesmo! Cobrar de prefeitos, vereadores, deputados estatuais, que gritam aos quatro ventos que : "...sou filho, neto, irmão, primo, vizinho,..." ou sei lá mais o que de pescador, e deixam os verdadeiros problemas sem soluções. Precisamos urgentemente de dados, de muitos dados!


Neste ano, um dos programas mais politicamente alardeados nas colônias de pesca , foi o Programa SC Mais Pesca, com um total previsto de R$ 28 milhões em investimentos.

A pergunta é: Adianta? Se pesquisas não forem realizadas, se dados não forem aportados na defesa do setor diante das inúmeras ações judiciais que tentam impedir a pesca, somados às portarias estapafúrdias da SAP/MAPA, podemos transformar as colônias em verdadeiras Marinas de luxo, que nada vai adiantar, pois nossos pescadores não poderão pescar, proibidos por portarias e leis redigidas sem dados reais.



AINDA SOBRE A PARCERIA


“O reitor Danilo tem nos ajudado muito nessas demandas específicas. O setor pesqueiro é um compromisso pessoal, essa é uma proposta para unirmos o setor e fazer com que Rio Grande possa ser novamente a grande referência num processo de beneficiamento de pescado”, diz Fábio Branco.


A equipe que irá conduzir o projeto é composta pelos professores

Patrízia Raggi Abdallah do Instituto de Economia (ICEAC/FURG),

Luís Gustavo Cardoso do Instituto de Oceanografia (IO/FURG),

Rafael Lipinski Paes da Escola de Engenharia (EE/FURG) e

Tito Roberto Santana Cadaval Jr. da Escola de Química e Alimentos (EQA/FURG).


ESTRATÉGIAS


Foram traçadas cinco estratégicas específicas para a realização do projeto: a elaboração de plano de estratégia de gestão dos principais recursos pesqueiros do mar territorial do Rio Grande do Sul, caracterização e análise dos instrumentos da economia cruciais ao processo de fortalecimento da cadeia produtiva da pesca, análise setorial dos instrumentos econômicos, gestão das principais espécies e capacidade instalada e uma agenda estratégica para o desenvolvimento industrial pesqueiro da indústria, economia e certificados de sustentabilidade.


“É um projeto que vai trazer agregação de todo segmento, desde os trabalhadores das indústrias, pescadores artesanais, o setor empresarial , o conhecimento da universidade, com a mediação da Prefeitura e da secretaria nesse processo. Vamos entender os problemas para que se encontre caminhos que tragam rumos para redefinir e revitalizar todo o segmento e torná-lo importante economicamente como já foi há 30 anos atrás”, diz o secretário de Pesca, Agricultura e Cooperativismo, Bercílio Silva.