FIEPA liderou avanço da saúde fluvial na Amazônia com início das operações da embarcação Copaíba no Pará
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Vídeo da embarcação COPAIBA - A embarcação Saúde Conectada SESI – Copaíba iniciou oficialmente os atendimentos nesta terça-feira (19), em Barcarena, no nordeste paraense.
A tecnologia aplicada à saúde começou a percorrer os rios da Amazônia paraense. Com forte protagonismo da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), por meio do SESI Pará, foi oficialmente iniciada, em Barcarena, a operação da embarcação Saúde Conectada SESI – Copaíba, unidade fluvial criada para ampliar o acesso à atenção primária em saúde a trabalhadores da indústria e comunidades ribeirinhas da região amazônica.
A cerimônia de lançamento ocorreu na sede da Colônia de Pescadores Z-13 e reuniu representantes da indústria, lideranças comunitárias, autoridades públicas e instituições parceiras. O evento simbolizou não apenas o início dos atendimentos, mas também a consolidação de um projeto estratégico articulado pela FIEPA, que fortaleceu iniciativas voltadas à inclusão social, inovação e desenvolvimento humano na Amazônia.
Sob a liderança do presidente do Sistema FIEPA, Alex Dias Carvalho, a federação teve papel decisivo na construção institucional do projeto, mobilizando parceiros nacionais, empresas, universidades e órgãos públicos para transformar uma proposta inovadora em realidade concreta para as populações ribeirinhas.
“Este foi um momento muito importante para a concretização de um projeto que nasceu do diálogo, da cooperação e da visão de futuro. A FIEPA, junto ao SESI, parceiros institucionais e empresas comprometidas com a Amazônia, trabalhou para transformar esse sonho em uma ferramenta real de cidadania e cuidado com as pessoas”, destacou Alex Carvalho durante a solenidade.
A iniciativa reuniu esforços do Conselho Nacional do SESI, Departamento Nacional de Saúde e Segurança da Indústria, SESI Pará, Ministério da Saúde, Universidade Federal do Pará (UFPA), WEG e empresas parceiras. A atuação integrada reforçou o compromisso da indústria paraense com soluções inovadoras capazes de alcançar regiões historicamente afetadas pela dificuldade de acesso aos serviços públicos.
O diretor-superintendente do SESI Nacional, Paulo Mól, ressaltou que o projeto representou um novo modelo de assistência em saúde, aliado à presença territorial e à inovação social.
“Estávamos embarcando em algo transformador. Essa iniciativa mostrou a capacidade do SESI e da indústria brasileira de construir soluções humanas e eficientes para atender quem mais precisa”, afirmou.
Já o presidente do Conselho Nacional do SESI, Fausto Augusto Junior, enfatizou a importância da presença institucional em territórios amazônicos.
“A missão do SESI sempre foi estar onde o trabalhador está. E isso também significou chegar às comunidades mais distantes, levando cuidado, dignidade e serviços essenciais”, pontuou.
Primeiros atendimentos beneficiaram pescadores artesanais
Na primeira etapa, os atendimentos foram direcionados aos associados previamente cadastrados da Colônia de Pescadores Z-13, dentro da linha de cuidado do programa Hiperdia, voltado ao acompanhamento de hipertensão e diabetes.
A estrutura contou com profissionais de saúde do SESI responsáveis por acolhimento, coleta de dados, aferição de pressão arterial e realização de exames rápidos, utilizando tecnologia adaptada à realidade amazônica.
A expectativa foi realizar cerca de 10 atendimentos diários durante a permanência da embarcação em Barcarena. O projeto integrou um programa de expedições fluviais estruturado para ampliar o acesso à saúde em áreas ribeirinhas de difícil alcance, utilizando telemedicina, monitoramento remoto e atendimento itinerante.
Para a presidente da Colônia de Pescadores Z-13, Marlúcia Miranda, a chegada da embarcação representou um marco histórico para os trabalhadores da pesca artesanal.
“Foi um momento histórico para nossa comunidade. Recebemos atendimento de qualidade, com uma estrutura moderna e preparada para atender nossa população ribeirinha. Essa união entre FIEPA, SESI, Hidrovias do Brasil e demais parceiros fortaleceu o cuidado com os pescadores e suas famílias”, afirmou.
FIEPA fortaleceu parcerias estratégicas para desenvolvimento regional
A primeira ação operacional em Barcarena também contou com a parceria da Hidrovias do Brasil, dentro das iniciativas de responsabilidade social desenvolvidas pela empresa na região.
O diretor de Relações Institucionais da empresa, Francisco Cortinas, destacou a importância da atuação conjunta entre setor produtivo e instituições representativas.
“Projetos como esse mostraram a força das parcerias construídas com responsabilidade social e compromisso regional. A presença da FIEPA e do SESI foi fundamental para transformar essa iniciativa em realidade”, afirmou.
O superintendente do SESI Pará, Dário Lemos, reforçou que a embarcação foi planejada especialmente para navegar em áreas de baixo calado e alcançar comunidades afastadas dos grandes centros urbanos.
“Levamos dignidade por meio do acesso à saúde. Essa unidade móvel representou um avanço importante porque aproximou o atendimento médico de pessoas que muitas vezes não conseguiam se deslocar para uma consulta ou acompanhamento”, destacou.
Após a etapa inicial em Barcarena, a embarcação seguiu realizando novas expedições voltadas ao atendimento de trabalhadores da indústria e comunidades ribeirinhas em diferentes regiões do Pará.
A iniciativa também ganhou destaque durante a XVII Feira da Indústria do Pará (FIPA 2026), promovida pela FIEPA e considerada a maior feira industrial da Amazônia. O projeto foi apresentado ao público por meio de conteúdos audiovisuais que mostraram os impactos da embarcação Copaíba nos rios paraenses e reforçaram o compromisso da indústria com a inovação, o desenvolvimento social e a qualidade de vida na região.


























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