A indústria que lidera o futuro da Amazônia
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ALEX CARVALHO
A discussão sobre o A futuro da Amazônia deixou de ser apenas ambiental. Hoje, passa necessariamente pelo estímulo às atividades produtivas, com o fortalecimento dos pilares: verticalização da produção, tecnologia, infraestrutura, e melhoria do ambiente de negócios, capaz de criar oportunidades a nós paraenses, a partir das riquezas da região. É nesse contexto que a XVII Feira da Indústria do Pará
-FIPA 2026-ganha relevância estratégica. Entre os dias 20 e 23 de maio, no Hangar Centro no de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém. a FIPA reunirá empresas, investidores, instituições, especialistas e lideranças em torno de uma agenda que vai muito além da exposicão de produtos e serviços. A feira se consolida como a uma relevante vitrine de inovação, tecnologia, empregabilidade e articulação institucional da Amazônia, refletindo uma transformação importante no posicionamento da indústria paraense.
O setor que hoje responde por 21 mil estabelecimentos industriais. R$ 67 bilhões de PIB do Estado e gera 234 mil empregos, amadureceu institucionalmente. Passou a ocupar papel cada vez mais importante na construção das agendas estruturantes: servindo como auxílio importante aos agentes públicos porque entende que o desenvolvimento exige responsabilidade compartilhada e visão de longo prazo. A FIPA é a materialização dessa nova postura.
Nesta edicão, reuniremos mais de 100 estandes de empresas locais, nacionais e multinacionais, além de uma programação técnica robusta, com debates sobre economia, bioeconomia, inovação, inteligência artificial, infraestrutura, logística, ESG, liderança e sustentabilidade. A expectativa é receber cerca de 30 mil visitantes, e mais de 1.500 participantes no Congresso Técnico da Indústria.
Temos, neste ano, 44% de novos expositores, demonstrando renovação, confiança e expansão do interesse pela indústria ense. Empresas de paraense. diferentes segmentos enxergam o Pará não apenas como território fornecedor de matérias- primas, mas como ambiente estratégico para investimentos, negócios, inovacão e integracão às cadeias globais de valor. Resultado de um trabalho consistente de posicionamento institucional.
A indústria paraense tem ampliado presença em agendas nacionais e internacionais, como o Industry Day, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Nova York, no último 11 de maio, durante a Brazil Week. O objetivo é claro: inserir o Pará no centro das discussões globais sobre desenvolvimento sustentável, transicão energética e nova economia.
Mas é preciso lidar com o chamado "Custo Amazônia": entraves logísticos, deficiência de infraestrutura, insegurança jurídica, dificuldades fundiárias, morosidade regulatória e custos operacionais elevados. Produzir de forma sustentável, legal e rastreável na Amazônia custa mais caro. Isso precisa ser reconhecido nacionalmente. E, muitas vezes, quem produz corretamente, acaba concorrendo com práticas ilegais e informais, que não seguem as mesmas exigências ambientais, exigencias trabalhistas e tributárias.
O Pará possui vantagens extraordinárias: biodiversidade, minerais estratégicos, energia limpa, potencial logístico, agronegócio, bioeconomia e uma localização privilegiada para exportação. A FIPA chega justamente para destacar isso. É um convite a essa construção coletiva. O futuro será construído pela capacidade de transformar potencial em ação, , conl conhecimento em oportunidade e desenvolvimento em qualidade de vida para as pessoas.
Por Alex Carvalho, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará















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