Compromisso e Liderança na Defesa da Pesca Paraense
- Setor Pesqueiro e Náutico

- 11 de ago. de 2025
- 2 min de leitura

O setor pesqueiro do Pará vive um momento decisivo. Diante do impacto causado pela nova política tarifária dos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras, especialmente do pescado, duas lideranças vêm se destacando pela firme atuação em defesa da indústria e dos trabalhadores: o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), Alex Carvalho, e o presidente do Sindicato da Indústria da Pesca do Estado do Pará (Sinpesca), Apoliano do Nascimento.
Com visão estratégica e senso de urgência, ambos têm trabalhado intensamente para viabilizar soluções concretas, não apenas para enfrentar a crise, mas também para estruturar um ambiente regulatório sólido que impulsione o crescimento sustentável do setor. Uma das ações mais emblemáticas foi a iniciativa do Sinpesca, que enviou ofício ao governador do Estado, Helder Barbalho, solicitando sua intervenção junto ao Governo Federal para garantir a criação de uma linha de crédito emergencial voltada às indústrias exportadoras de pescado.
No documento, foi ressaltado que o Pará é um dos estados mais atingidos pelas tarifas, já que 70% do pescado brasileiro tem como destino o mercado norte-americano. Sem alternativas comerciais viáveis no curto prazo e diante da forte concorrência de países latino-americanos, estima-se que R$ 300 milhões em produtos estejam estocados, aguardando exportação. A proposta inclui um aporte de R$ 900 milhões, com critérios técnicos de distribuição e condições especiais de carência e pagamento, nos moldes do Plano Safra, garantindo fôlego financeiro à cadeia produtiva.
Além disso, Alex Carvalho e Apoliano do Nascimento reforçam a importância de resgatar o mercado europeu, fechado desde 2017 às exportações brasileiras de pescado, por meio de interlocução direta na esfera presidencial. Para eles, somente com mercados diversificados e uma política pública clara será possível reduzir a vulnerabilidade do setor.
Os dados da FIEPA comprovam a relevância econômica da atividade: entre janeiro e junho deste ano, o Pará exportou 3.671 toneladas de pescado, movimentando US$ 32,5 milhões, sendo o segundo maior destino os Estados Unidos, que absorveram US$ 12 milhões (36,94% do total). O Estado lidera o ranking nacional de exportações, com 21,33% de participação.

Apesar do bom desempenho recente, a falta de regulamentação eficaz e de apoio governamental coloca em risco o futuro da atividade formal. Como alerta Alex Carvalho, “sem intervenção e suporte adequados, a ilegalidade tende a crescer, enquanto a indústria formal, geradora de emprego e renda, perde espaço e força”.

Apoliano do Nascimento complementa: “A indústria do pescado é um dos setores mais importantes do agronegócio da região Norte. Mesmo com grande disponibilidade de pescado, a produção industrial ainda está longe de explorar todo o seu potencial”.
O comprometimento dessas lideranças, somado à mobilização institucional, reafirma que o Pará tem não apenas condições, mas também líderes dispostos a lutar por uma regulamentação justa, por crédito emergencial e por um ambiente que permita à pesca industrial e artesanal prosperar, garantindo desenvolvimento econômico e social para toda a região.



















Comentários