Marinha do Brasil constrói  navios em Itajaí em um contrato de

R$ 9 bilhões 

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O contrato que tem um valor previsto de R$ 9,1 bilhões, será assinado nesta quinta-feira (5) entre a Marinha do Brasil e o consórcio Águas Azuis, para a construção de quatro navios militares em Itajaí,  O preço final foi definido após uma série de adaptações no projeto da Mekko 100, embarcação alemã que será usada como base para o projeto brasileiro.

A principal mudança está na classificação das embarcações. Licitadas como corvetas, elas deverão deixar a linha de produção como fragatas – uma categoria acima entre os navios militares. A informação foi adiantada nesta terça-feira (4) pelo Estadão, e ainda não teve a confirmação da Emgepron, a empresa de projetos da Marinha do Brasil.

O consórcio é capitaneado pela alemã Thyssenkrupp Marine System e pelas brasileiras Embraer e Atech. O projeto prevê transferência de tecnologia entre Alemanha e Brasil. Para a primeira embarcação, o índice de nacionalização é de 32%. O percentual aumenta com a entrega das embarcações seguintes.

Com 107 metros e comprimento, as fragatas terão alta tecnologia embarcada. São navios de guerra, equipados com lançadores de mísseis de diferentes proporções e recursos stealth, que tornam as embarcações “invisíveis” aos radares.

Cada fragata levará uma tripulação de até 136 militares e um helicóptero. A artilharia inclui mísseis antiaéreos Sea Ceptor, com 25 km de alcance, e mísseis antinavio de dois tipos – Exocet, europeus, e Mansup, nacionais. O alcance varia entre 70 e 180 quilômetros, com ogivas de 180 quilos de explosivos de alto rendimento. As informações são do Estadão.

As embarcações também terão canhões, torpedos e metralhadoras calibre .50 a bordo.

A assinatura do contrato ocorrerá no Arsenal da Marinha, na Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro. A partir daí inicia a fase de projeto executivo, com o detalhamento das fases de construção.

A expectativa é que as fragatas comecem a ser produzidas em 2021, com previsão de entrega da primeira embarcação em 2024. As obras devem gerar 2 mil empregos diretos em Itajaí, e até 8 mil empregos indiretos.

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