Por falta de estrutura, Florianópolis fica fora da rota de cruzeiros

Eram 40 os requisitos exigidos, mas 17 deles não foram alcançados. A falta de infraestrutura em terra e o tempo de 30 minutos para deslocar os passageiros do navio até o trapiche, foram alguns dos fatores pelos quais a Capital não está inclusa na rota dos transatlânticos.

Uma das soluções apresentadas foi o investimento na infraestrutura, mas a ideia não vingou. Segundo o chefe da unidade regional Maurício Medeiros de Souza, a Antaq não foi mais procurada:

— A gente sabe que a prefeitura está se esforçando e está de fato empenhada em localizar uma alternativa para instalar um turismo de embarcação de cruzeiros aqui na ilha, mas consulta formal ainda não — relata Maurício.

Outra solução seria construir um trapiche e um receptivo para os passageiros em Canajurê - praia localizada entre Canasvieiras e Jurerê, no Norte da Ilha, já que as condições marítimas no local são consideradas favoráveis. Ainda com esta opção não houve evolução.

— Perde o município, perde o estado, perde muito em arrecadação de impostos. E a movimentação seja na via gastronômica, seja no comércio local, nós vamos ter uma perda substancial — falou o presidente da CDL de Florianópolis, Ernesto Caponi.

Capital ficou para trás

Outros dois municípios podem ser incluídos no roteiro antes mesmo de Florianópolis, disse o presidente da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos, Marcos Ferraz.

— A gente tá conversando com Penha. Estamos conversando com São Francisco do Sul novamente. Dependem de algumas coisas para acontecerem, como batimetria na região do porto, porque os navios são grandes e tem mais calado. A gente tá aguardando e conversando com as prefeituras pra tentar abrir novos destinos. Florianópolis sempre foi um sonho de consumo.

O secretário da Associação Náutica Brasileira (Acatmar), Maurício Ventura, diz que há interesse em montar o equipamento que está faltando para os navios aportarem em Florianópolis, mas como os projetos não saem do papel, causam desconforto e insegurança para o lado jurídico.

Atualmente

Hoje a rota de cruzeiros do Estado é formada por Porto Belo, Balneário Camboriú e Itajaí, que vai retomar a operação em uma área comercial do porto enquanto um novo pier turístico não é construído.

Com 28 escalas confirmadas para a próxima temporada, estima-se 109 mil passageiros desembarcando nas três cidades, movimentando mais de R$ 56 milhões.

Posição da Prefeitura

A prefeitura diz que para construir um pier de atracação adequado, o custo seria em torno de R$ 10 milhões, mas o município não tem condições de arcar com essa esta despesa, considerada de alto valor, e que desde o ano passado vem buscando parcerias na iniciativa privada.

Fonte NSC

Foto: Diórgenes Pandini/Diário Catarinense

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