AC2 Produção, Comunicação & Marketing

Serviços náuticos devem crescer 30% em Itajaí

Quem acha que o brasileiro só come pescado na Semana Santa e o Natal está enganado. A oferta de pescado per capita no Brasil (importações + produção nacional - exportações) chegou ao melhor patamar em seis anos: 9,04 kg/hab/ano, segundo estimativa do 5º Anuário Seafood Brasil para 2018. Atualmente o consumo global é de 20 kg/capita/ano, segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO/ONU).

Com a estratégia de diversificar o hábito alimentar de proteínas e estimular o consumo de todos os tipos de peixes, moluscos e crustáceos, o Instituto ProPescado promove, entre os dias 1º e 15 de setembro, a Semana do Pescado.

 

Em sua 16ª edição, o evento acontecerá em diversas capitais do País e contará com ações que garantam o acesso da população a diferentes opções. “Sabemos que o brasileiro muitas vezes deixa de comer pescado porque acha o seu preço elevado. Mas há mais de 400 espécies comerciais para todos os bolsos e gostos que poderão ser encontrados durante e depois da campanha”, avalia Roberto Imai, diretor do Instituto ProPescado. “Por isso, estimulamos o envolvimento de toda a cadeia produtiva neste evento, desde pequenos produtores até as grandes redes de varejo”, explica.

Além disso, a iniciativa tem como objetivo ampliar o debate sobre a evolução brasileira neste que é o setor com maior faturamento entre todas as proteínas animais no mundo. Em 2018, o Brasil produziu mais de 800 mil toneladas de peixes e camarões em cativeiro, segundo a Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR) e a Associação brasileira de Criadores de Camarão (ABCC).

 

Se somarmos a oferta estimada de 700 mil toneladas da pesca continental e marinha e a informalidade, a disponibilidade nacional de pescado chega a 1,5 milhão de toneladas. Já as importações representaram quase 360 mil toneladas no mesmo período. Assim, a produção nacional de pescado representa 82% da disponibilidade de pescado, enquanto apenas 18% do pescado consumido no Brasil vem do exterior. A tilápia segue como protagonista da piscicultura nacional, que atingiu 400 mil toneladas em 2018, segundo a PeixeBR.

Além disso, a produção de camarão no Brasil cresceu aproximadamente 18% em 2018, chegando a 77 mil toneladas. Outro pescado promissor é o atum, cuja pesca chegou a 54 mil toneladas no ano de 2017, segundo dados do anuário, representando um crescimento de 6% em relação ao ano anterior.

 

Mitos e Verdades sobre Pescado

- Toda a tilápia consumida no Brasil tem gosto de barro.

Mito. A tilápia é hoje o peixe mais cultivado na piscicultura brasileira em dois sistemas principais: tanques escavados e tanques-rede (gaiolas em reservatórios) e a maioria das empresas adota processos que tiram essa sensação do paladar. Além disso, a tilápia possui uma ótima adaptação ao clima e águas do Brasil, além de apresentar uma carne com sabor suave e muito saudável.

- O maior volume de consumo é de peixe fresco.

Mito. A forma de apresentação mais vendida de pescado é a preparação e conserva de peixes. Os peixes congelados aparecem em segundo lugar, segundo dados da Pesquisa Industrial Anual IBGE 2016. Em terceiro lugar, aparecem os filés e porções de peixes frescos, refrigerados ou congelados, seguidos dos crustáceos; peixes, filés e outras carnes de peixes, secos, salgados e defumados; finalizando com os moluscos.

- O custo elevado do pescado está relacionado à escassez do produto.

Mito. O Brasil é um grande produtor e importador de pescado, disponibilizando ao mercado uma grande variedade de produtos e aumentando o potencial de atender a demanda interna. O custo do pescado nacional está diretamente relacionado à carga tributária, à logística de distribuição e a um número ainda pequeno de estabelecimentos processadores. Além disso, outro complicador do preço é a escala de produção (quanto maior a escala, menor o custo).

- Muito gelo é sinônimo de pescado podre.

Mito. Há regiões do Brasil em que o gelo é considerado um sinônimo de má conservação, mas é justamente o contrário. A melhor forma de conservar o peixe fresco é o gelo em escamas, que deve ficar por cima e por baixo do pescado. O ponto de venda precisa respeitar esta máxima e manter o pescado entre -2°C e 0°C. Em casa o consumidor deve fazer o mesmo para fazer o produto durar cerca de 10 a 12 dias.

- Peixe congelado pode ser até melhor que o fresco.

Verdade. O pescado muitas vezes é capturado ou despescado (retirado dos tanques e viveiros) a uma distância grande do centro consumidor. O congelamento industrial pode retardar o processo de deterioração e levar a data de validade do produto para mais de 1 ano. Para isso, os frigoríficos realizam o congelamento a temperaturas inferiores a -25°C e depois mantêm o pescado em -15°C, processo que dá segurança ao consumo e preserva a integridade das fibras da carne.

- É sempre melhor descongelar na geladeira.

Verdade. O procedimento é correto ajuda a manter o produto com a textura e o sabor excelentes. A melhor forma fazer isso é deixar o pescado de um dia para o outro na parte de baixo da geladeira em um recipiente específico.

- Todas as indústrias colocam água no pescado para ele pesar mais.

Mito. As indústrias inscritas no Serviço de Inspeção Federal (SIF) e os importadores sofrem hoje uma rigorosa fiscalização das autoridades sanitárias e a quantidade de fraudes por troca de espécies ou excesso de gelo incorporado caiu nos últimos anos, segundo o próprio Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

- Peixe cheira mal.

Mito. Qualquer pescado em condições de consumo não tem cheiro forte. Nos supermercados e peixarias que respeitam a legislação, não se sente cheiro algum. Em alguns pontos de venda, como feiras livres, a água usada para lavar o pescado cai pelo chão com resíduos que apodrecem, gerando o cheiro de amônia e uréia característico e injustamente atribuído a todos os peixes, crustáceos e moluscos.

- Pesca pode ser sustentável.

Verdade. O debate sobre a sustentabilidade é hoje uma realidade na cadeia do pescado. A pesca extrativa é vista globalmente como uma ameaça, mas existem inúmeros exemplos de que a atividade pode ser realizada com sustentabilidade, como no caso do Alasca e Noruega.

 

Em ambos os países, pesquisas e análises científicas garantem o cálculo da quantidade de peixes no oceano e o governo emite autorizações para a captura de uma parcela reduzida deste potencial em períodos específicos que não atrapalhem a capacidade de renovação destas espécies. De qualquer forma, os barcos no Brasil são registrados, rastreados, fiscalizados e são autuados caso não sigam normas ambientais para a preservação de espécies ameaçadas.

AC2 Produção, Comunicação & Marketing