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Sinpesca Pará defende manutenção do arrasto, mas, autorizações complementares, apenas no defeso.


A frota observável na costa paraense conta mais de 300 embarcações, no mínimo, mais da metade, seguramente, irregular ou operando com permissionamento duplo. Salvação das reservas naturais em alto mar está nas mãos dos governos


Matéria originalmente publicada na coluna de Olavo Dutra, Jornalista Paraense.


Oficialmente, hoje, são 100 barcos de camarão – 48 ‘piramutabeiros’ e mais de 30 barcos de peixes diversos, sem contar uma ou duas centenas de embarcações clandestinas atuando dia e noite na costa paraense, verdadeira farra em alto mar que vem sendo denunciada pela coluna, não é de hoje. No caso das embarcações que pescam de forma legal, por mais absurdo que possa parecer, todas, rigorosamente, contam com duplo permissionamento e, conforme suas melhores conveniências podem pescar onde o que bem entenderem.


São as tais autorizações complementares, distribuídas pelo Ministério da Agricultura-Secretaria Nacional de Pesca sem nenhum critério técnico, que provocou o que especialistas nominam de sobrepesca, responsável por desencadear a queda de 50% na produção, praticamente inviabilizando a atividade nos últimos anos.


Critérios mais rígidos

“Se não houver um mínimo de critério, nem precisa de lei. A pesca de arrasto se extinguirá naturalmente, por si só, por falta de viabilidade econômica” – garante Apoliano Nascimento, presidente do Sindicato das Indústrias e Armadores de Pesca do Pará, o Sinpesca. Por esse motivo, a entidade apresentou propostas ao grupo de transição do novo governo sugerindo, entre outros, que a pesca complementar seja mantida para ‘piramutabeiros’ e ‘camaroneiros’ permissionados “exclusivamente no período de defeso das espécies, como forma e alternativa de sobrevivência desses atores”.


Natureza pede socorro

Com relação à pesca de peixes diversos, que tem na gó o seu carro-chefe e também já experimentou um brutal declínio na produção, o Sinpesca sugere que seja operacionalizada uma rigorosa limitação do número de permissões, incluindo, também, o cumprimento de dois meses de defeso, em período a ser tecnicamente estabelecido. A verdade é que a natureza é finita e pede socorro. Quem a salvará?


Matéria originalmente publicada na coluna de Olavo Dutra, Jornalista Paraense.

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