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“Importar tilápia do Vietnã depreda a cadeia nacional, esfacela a indústria e prejudica produtores”,

Declaração da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados - Abipesca

O Brasil é o 4º maior produtor de tilápia do mundo. O País tem a maior reserva de água doce do planeta, e por isso, capacidade de se tornar o líder absoluto. Nos últimos quatro anos a produção de pescado foi a atividade do agronegócio que mais se desenvolveu, superando percentualmente a produção de frangos, suínos, bovinos e grãos (soja e milho). Apesar de todos os desafios é a piscicultura vem se demonstrando a atividade mais lucrativa para os produtores comparado com outros tipos de cultivos, seja animal ou vegetal.


No entanto, os extraordinários resultados correm o risco de uma derrapagem brusca seguida de marcha-ré. A Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca) se posicionou contra a possibilidade de importação de tilápia do Vietnã, antes que a negociação com o Brasil seja sacramentada. “Há uma movimentação de mercado de tentativa de comercialização de tilápia de Vietnã no mercado Brasileiro. Algo nocivo ao crescimento da produção de piscicultura e aquicultura nos últimos anos.


A abertura de mercado para o Vietnã exportar para o Brasil já é uma realidade. Porém, até o momento não há Licença de Importação (LI) emitida pelo governo”, explica o diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados, Jairo Gund.

O Vietnã já fez a oferta e isso preocupa. A Abipesca acendeu o alerta, no sentido de movimentar a Frente Parlamentar do Agronegócio em defesa do pescado, bem como o Ministério da Pesca e 0 Ministério da Agricultura para que tomem medidas.


Outro temor é com o mercado de trabalho, já que o setor gera mais de 500 mil empregos em toda a cadeia produtiva, do campo à comercialização ao consumidor final. Segundo as indústrias, o Brasil não precisa importar tilápia para atender a demanda do mercado nacional. A produção cresce mais de 5% ao ano há pelo menos uma década.


BIOSSEGURANÇA

Entre tantas preocupações, a Abispesca destaca também fatores de biossegurança. “Aqui cumprimos exigências rígidas. Trazer produto de fora pode oferecer risco sanitário. Não temos esse problema no Brasil e junto com o produto poderemos estar importando também dores de cabeça”, diz o diretor executivo.


COMPETITIVIDADE

A competitividade será comprometida. “Como é possível filé de tilápia sendo comercializado 12% mais barato do que custa ao produtor? Eles compram a soja brasileira para fazer a ração e a engorda, e entregar no Brasil mais barato? Como? Ou a produção é subsidiada pelo governo vietnamita para vender aqui ou tem uma desoneração muito maior do que a nossa, porque em termos de tecnologia de processamento não estamos devendo nada para ninguém. Nosso cultivo de tilápia é um dos mais eficientes do mundo. Não tem milagre”, observa Jairo.


O pescado é a proteína animal mais comercializada no planeta, representa 51% do business global.


“A importação de tilápia do Vietnã coloca em xeque e ameaça a produção do Paraná, lembrando que o Estado é o maior produtor de tilápias do Brasil. A Abipesca atua na defesa da indústria nacional. Importar tilápia significa depredar a cadeia de custódia nacional, esfacelar a indústria e os pequenos produtores que representam 90% da engrenagem”, finaliza o diretor executivo da Abipesca.




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