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Gabriel Calzavara assume Diretoria em Comitê de Pesca e Aquicultura da FIESP


Presidente do Sindicato da Indústria da Pesca do Rio Grande do Norte (Sindipesca-RN), entidade associada à FIERN, Gabriel Calzavara assumiu uma das cadeiras na Diretoria da Divisão da Cadeia Produtiva da Pesca e da Aquicultura da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). O industrial foi convidado ao cargo para somar ao debate estratégico da pesca no Brasil.

Na estrutura operacional da FIESP, há departamentos direcionados para cadeias produtivas da indústria, como o do Agronegócio, que comporta a divisão que Calzavara passou a integrar. O departamento tem objetivo de conferir maior suporte às demandas específicas de cada setor do complexo agroindustrial brasileiro, a partir da elaboração de propostas para temas estruturais que atingem as cadeias produtivas.

“O trabalho consiste em discutir e debater a pesca no Brasil, mas principalmente em São Paulo. O Estado é o maior consumidor de pescado do país. É onde está grande parte dos comércios e dos restaurantes que servem pescado”, explica Calzavara. “Nossa divisão é formada por vários diretores de áreas específicas da pesca e aquicultura”, completa.

O presidente do Sindipesca-RN afirma que o diretor titular da divisão, Roberto Imai, foi quem o procurou para se juntar à diretoria do comitê. “Como tenho uma atividade significativa na pesca de atum e na pesca oceânica industrial, fui procurado para colaborar com o pensamento da pesca a partir de São Paulo e como disseminar o trabalho para todo o Brasil”, comenta. “Buscamos disseminar e regionalizar esse pensamento estratégico realizado na divisão”, acrescenta.

Ao comentar o convite feito a Calzavara, Roberto Imai destaca o papel do presidente do Sindipesca-RN na pesca extrativa. “Recentemente, Gabriel mostrou protagonismo no setor e ampliou a PescaBR, que busca representar a pesca extrativa em nível nacional”, aponta.


Calzavara também preside a PescaBR (Associação Nacional dos Armadores e Proprietários de Barcos de Pesca), que visa incluir o segmento empresarial de armadores industriais e artesanais e proprietários de barco nas discussão e elaboração de ações e políticas públicas, defender os recursos pesqueiros do país e aumentar a competitividade de forma sustentável, dando direcionamento àqueles que produzem e são responsáveis por abastecer a cadeia produtiva da pesca (frigoríficos, restaurantes, hotéis e indústrias de beneficiamento).

“Na FIESP buscamos, pelo associativismo, debater interesses coletivos e encontrar os espaços que atendam as demandas”, explica o diretor sobre a atuação da divisão de Pesca e Aquicultura da Federação paulista. “Às vezes não conhecemos nossos vizinhos e são criados conflitos onde, na verdade, existem mais pontos em comum do que divergentes”, completa Imai.

A Década do Oceano

Em 2017, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou a década de 2021-2030 como a Década das Nações Unidas das Ciências Oceânicas para o Desenvolvimento Sustentável (“Década dos Oceanos”), uma espécie de aliança para “a ciência que precisamos para o oceano que queremos”. A iniciativa prevê uma revolução na ciência dos oceanos que desencadeará uma mudança radical na relação da humanidade com o oceano.

A aliança reúne fornecedores de recursos, governos, empresas e indústria, fundações filantrópicas, agências da ONU e outros interessados de diversos setores para gerar conhecimento científico e desenvolver as parcerias necessárias para apoiar um oceano que funcione bem, seja produtivo, resistente e sustentável.

Nesse contexto, a pesca e a aquicultura (artesanal e industrial) representam uma importante parte. Juntas, geram mais de 2,8 milhões de empregos diretos e três vezes mais empregos indiretos na América Latina e no Caribe. Diante desse cenário, a Assembleia Geral das Nações Unidas também declarou 2022 como Ano Internacional da Pesca e Aquicultura.

“Estamos vivendo um momento importantíssimo com a Década do Oceano. E o Brasil está inserido nesse contexto de forma muito importante”, comenta Gabriel Calzavara. “Especificamente no Rio Grande do Norte, temos um projeto de ocupação da região oceânica, com renovação da frota pesqueira para ocupar águas internacionais com mais competitividade”, afirma.

Outras atividades além da pesca e até mesmo setores industriais diversos também assumem papel importante na Economia do Mar. “Também no RN, temos o cultivo da macroalga capaficus alvarezi, que está voltada para a produção de potássio e biofertilizantes. O NE é a principal área de cultivo, e pode atender a todo agronegócio do país”, destaca Calzavara.

“Também há a energia eólica offshore, que estabelece um espaço de convivência com todos esses outros segmentos”, acrescenta o presidente do Sindipesca-RN. “Está tudo integrado. É algo que não tem mais volta. E nosso papel é buscar as rotas para transformar em realidade essas ações”, conclui.

O Rio Grande do Norte avança para ser o primeiro estado do Nordeste e o terceiro do Brasil a ter um “cluster tecnológico naval”. Os clusters são associações de empresas, instituições e governos em busca de soluções para potencializar atividades econômicas ligadas ao mar, como a energia, a pesca oceânica e outras indústrias.

Para Roberto Imai, “é preciso que buscar direcionamentos com uma visão ampla para conseguir soluções de maior prazo, sem esquecer nenhum ponto das cadeias produtivas e tendo um desenvolvimento mais sustentável”.

“Temos múltiplos usos da água. Desde a geração de energia até o lazer, passando pela pesca e cultivo de algas. Então a cadeia produtiva do mar precisa entender suas atividades e as principais sinergias”, afirma.


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