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Amapá multa mineradora canadense em R$ 50 milhões por contaminação ambiental na Amazônia

Autoridades concluem que a empresa é responsável por matar um grande número de peixes na região. Este é o maior crime ambiental registrado no Amapá nos últimos anos. Correndo o risco de certos metais chegarem ao mar.



A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA) do Amapá informou que multou a mineradora Mina Tucano, subsidiária da canadense Great Panther, em R$ 50 milhões por contaminar com cianeto de mercúrio dois rios e causar a morte de um grande número de peixes.


Segundo a SEMA, a multa foi aplicada no dia 21 de dezembro por contaminação de dois rios no município de Pedra Branca do Amaparí, a 200 quilômetros de Macapá.

A Tucano Mine é especializada em ouro e é subsidiária da Great Panther Mining Limited, com sede em Vancouver, Canadá, e também possui operações no México e Peru.


De acordo com o relatório técnico do órgão ambiental do Amapá, houve contaminação devido ao descarte de líquidos industriais nos rios , o que resultou na alteração da qualidade da água e na morte de peixes.

“Após a coleta e análise minuciosa constatou-se que os corpos hídricos do Igarapé Silvestre e Igarapé Areia sofreram intervenções expressivas que resultaram na ocorrência de dano ambiental, com consequentes impactos ambientais negativos nos meios físicos, bióticos e socioeconômicos, indicados pela perda significativa da fauna aquática e profundas alterações físico-químicas”, destacou a secretária de estado do meio ambiente, Josiane Ferreira.


Foram realizados três autos de infração distintos: um após a constatação de que a empresa causou a morte de peixes e outros animais, que resultou em uma multa de R$ 45 milhões. A segunda autuação resultou em multa de R$ 2 milhões por descumprimento do pedido de informações da Secretaria e a não resposta dentro do prazo.


O terceiro auto de infração, com multa de R$ 3 milhões, é resultado do pelo descumprimento de uma das condições da licença, referente a sinistros na área do empreendimento e a obrigatoriedade de denúncia imediata.


Este é o maior crime ambiental registrado no Amapá nos últimos anos. O órgão ambiental informou que a fiscalização da empresa será intensificada.